Home Editoriais É hora de reafirmarmos nossa voz e coragem: basta de Sr. Koch!
É hora de reafirmarmos nossa voz e coragem: basta de Sr. Koch! PDF Imprimir Email
Escrito por Assessoria de Comunicação   
Qui, 26 de Janeiro de 2012 11:12

O grupo TAP aprovou em outubro de 2007 e adotou a partir de outubro de 2009 um Código de Ética para nortear a atuação de todos os seus integrantes: gestores, colaboradores e acionistas.

Se os princípios desse Código fossem de fato seguidos pela TAP M&E Brasil, os trabalhadores da empresa não estariam passando por nenhuma das dificuldades que enfrentam nos últimos anos. Nenhuma.

O Código diz que as empresas do grupo devem valorizar seus trabalhadores como profissionais e indivíduos. Diz que os gestores devem desenvolver políticas que garantam a dignidade das pessoas. Que não podem permitir práticas discriminatórias, ou que agridam a integridade dos “colaboradores”. O Código considera inaceitáveis julgamentos preconceituosos, intimidações, ameaças, assédio. Também diz que deve ser garantida a plena igualdade de oportunidades e promovido um ambiente de trabalho sadio, seguro, que previna riscos, que garanta condições de higiene, saúde e segurança. 

O presidente da TAP M&E Brasil, Sr. Nestor Koch, aprovou esse Código como membro do Conselho de Administração do grupo TAP. Será que ele esqueceu desses princípios?

Sua gestão é marcada pela omissão diante de casos de assédio e discriminação racial, e pela falta de respostas aos problemas apontados pelos trabalhadores e às inúmeras dificuldades que sua má gestão acarreta. Como pode ter o Sr. Koch participado da aprovação desse código? 

Desde o ano passado, lutamos para que o caso de racismo na empresa levasse a uma punição do responsável, mas só a vítima é punida com perseguição, ameaças, advertências. A direção da empresa não tomou nenhuma iniciativa para coibir essa prática, tipificada como crime na Constituição brasileira, nenhuma.

Um dos representantes dos trabalhadores na TAP M&E, que atua no mesmo setor desse colega agredido pela atitude racista do seu chefe, foi recentemente demitido, de forma totalmente ilegal. A prática antissindical é uma característica marcante do Sr. Koch. Ele move montanhas para enfraquecer os trabalhadores, atacando publicamente os dirigentes sindicais, realizando consultas absurdas junto aos funcionários, pressionando-os a votar a favor dos interesses da empresa em detrimento da categoria.

Os trabalhadores ainda não conseguem utilizar o plano de saúde, cuja transferência de operadora foi um fiasco. Há pessoas com dependentes errados, pessoas que tem valores descontados indevidamente, carteirinhas que até hoje não chegaram. A direção da TAP M&E prometeu que resolveria esses problemas com agilidade e são vários os meses de confusão e prejuízos para os funcionários. Também prometeu que os aposentados teriam seu plano de saúde mantido, e negou-lhes esse benefício.

A direção da TAP M&E comprometeu-se a cumprir a Convenção Coletiva de Trabalho firmada com o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias. Agora, mudou de ideia. Apesar do grupo TAP estar comprando 12 aeronaves, a empresa diz que não vai cumprir a CCT. Ela quer que parte dos funcionários abra mão do seu direito ao reajuste de 6,5% sobre os salários, como se não fosse importante para todos esse direito conquistado depois de uma campanha salarial extremamente difícil. 

O assédio moral espraia-se pela empresa, cresce como um câncer, enraizando-se nos setores. E é alarmante nos hangares, para obrigar os trabalhadores a não cumprirem normas de segurança e exporem-se a riscos. O SESMT tem suas recomendações desrespeitadas. A empresa desconta os empréstimos consignados e depois não paga os credores dos funcionários. 

Durante meses tivemos que suportar as péssimas condições de higiene e de qualidade dos alimentos oferecidos no refeitório, em quantidade aquém das necessidades. Um serviço que apresentava sérios riscos à saúde dos trabalhadores e gerou um descontentamento massivo.

Não fosse tudo isso, ainda tivemos que suportar o fato de que o acordo de redução de jornada e salários não só foi ineficaz para melhorar a situação financeira da TAP M&E, como todo o recurso gerado foi destinado à demissão de dezenas de colegas assim que acabou nossa estabilidade.

E conviver com um plano de carreira de faz de conta, que só existe no papel, contrariando novamente o Código de Ética do grupo TAP, que incentiva a plena igualdade de oportunidades. 

Há, mas temos um novo RH, que era pra ser mais humano e eficiente. É, essa mudança também, infelizmente, foi para pior. Nunca o RH foi tão insensível à demanda dos funcionários. 

A incompetência é a marca dessa gestão, que se supera em erros e irregularidades. A ponto de não haver mais saída senão denunciar a todos os órgãos possíveis, até que algum tome uma atitude que provoque as mudanças necessárias. Assim, essas notícias devem se espalhar para a OIT, a ITF, a Justiça brasileira, os órgãos de imprensa daqui e de Portugal. Já que de lá, também, da gestão do grupo TAP, até agora não conseguimos respostas satisfatórias. 

Irônico é que nesta semana funcionários portugueses da TAP quase caíram de um avião em manutenção. Felizmente, correndo de um lado para o outro da cauda, conseguiram evitar a queda. Uma tragédia evitada, mas não menos anunciada. E mais uma situação vergonhosa para todos.

Chega de andar na corda bamba. É hora de reafirmarmos nossa voz e coragem. Somos livres e a excelência da TAP M&E sempre foi e sempre será o resultado do nosso trabalho. É hora de dar um basta à gestão do Sr. Koch.

Última atualização em Qui, 26 de Janeiro de 2012 11:16
 

 

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